Que tal? Isso é muito bom...
O eu não é odiável, ou só o é por egoísmo.
O mal não está em amar a si, mas em amar somente a si, está
em ser indiferente ao sofrimento do outro, a seu desejo, à sua liberdade, está
em mostrar-se disposto a fazer mal ao outro para se fazer bem, em humilhá-lo
para agradar a si, em querer desfrutá-lo em vez de amá-lo, em desfrutar em vez
de se regozijar, portanto, ou em só se regozijar com seu próprio gozo e, também
nesse caso, só amar a si…
É a pureza primeira, e a única talvez.
Não excesso de amor, mas falta de amor.
Não é por acaso, nem apenas por pudicícia, que a sexualidade
foi considerada o lugar privilegiado dessa impureza.
Nela reina o que os escolásticos chamavam de amor de
concupiscência (amar o outro para seu bem), que eles opunham ao amor de benevolência
ou de amizade (amar o outro para o bem dele).
Amar o outro como um objeto, pois, querer possuí-lo,
consumi-lo, desfrutá-lo, como se gosta de uma carne ou de um vinho, em outras
palavras, amar apenas para si: é Eros, o amor que toma ou que devora, e Eros é
um deus egoísta.
Ou amar o outro, verdadeiramente, como um sujeito, como uma
pessoa, respeitá-lo, defendê-lo, ainda que contra o desejo que se tem dele: é
Philia ou Ágape, o amor que dá e que protege, o amor de amizade, o amor de
benevolência, o amor de caridade, se quisermos, o puro amor – aí estamos – e a
única pureza, e o único deus.
O que é o puro amor?
Fénelon disse-o claramente: é o amor desinteressado, como o
que temos por nossos amigos, ou deveríamos ter (Fénelon percebe que muitas
amizades “nada mais são que um amor-próprio sutilmente disfarçado”, mas também
que nem por isso deixamos de ter “essa idéia da amizade pura” e que só ela pode
nos satisfazer: quem aceitaria ser amado, ou amar, apenas por interesse?), o amor
“sem nenhuma esperança”, como ele também diz, o amor libertado de nós mesmos
(“de sorte que nos esqueçamos de nós e que nos tenhamos por nada, para sermos
todo dele”), em suma, o que São Bernardo chamava “um amor sem mácula nem
mesclado de procura pessoal”: é o próprio amor e a pureza dos corações puros.
Sim...piscada de jogo de espião...está morto ou eu preso?
Usando o comando Pazatsta se esgueirando. Então, sempre que
o comandante, que era um dos nossos conselheiros, dizia Pazatsta, todos nos
deitávamos no chão e eles fizeram disso um jogo.
Estar no exército e se esgueirar e ter que fazer parte
disso.

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